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As 3 tendências tecnológicas que vão mudar a supply chain

As grandes empresas internacionais estão a apostar fortemente em novas tecnologias que prometem revolucionar não só as suas operações logísticas, como toda a cadeia de abastecimento (supply chain). Veja alguns dos exemplos que temos para lhe mostrar e fique a par das tendências que deve manter debaixo de olho.

Tecnologias imersivas 


Tecnologias imersivas como a realidade virtual (RV) e realidade aumentada (RA) permitem uma melhor experiência do utilizador, quer estejamos a falar dos colaboradores de uma empresa ou do consumidor final. Começam por isso a ganhar tração nas cadeias de abastecimento de diversas indústrias e são já utilizadas em atividades como a reparação e manutenção de equipamentos, logística e gestão de armazém, e até no planeamento e configuração das superfícies comerciais.

Na indústria automóvel e aeronáutica, a utilização de óculos de realidade aumentada permite que os técnicos vejam diagramas e instruções que se sobrepõe ao equipamento em que estão a trabalhar. Com toda a informação de que precisam disponível no seu campo de visão, os técnicos não precisam de interromper o trabalho para consultar instruções, imagens e vídeos no computador ou tablet. 

Também nas operações logísticas são várias as aplicações possíveis, desde logo na organização do armazém. Utilizando dispositivos de realidade aumentada, é possível maximizar o espaço disponível em função do inventário existente. Como? Sobrepondo ao armazém físico uma planificação virtual da mercadoria, que permita determinar qual a melhor configuração possível e, assim, reduzir os custos com o armazenamento. 

O mesmo acontece na expedição das mercadorias. Através de softwares especializados de gestão de armazéns, que têm em conta critérios como o tamanho, peso e o destino da mercadoria, já é possível fazer um planeamento eficaz da ocupação do transporte. Ainda assim, o processo encrava, muitas das vezes, no carregamento propriamente dito. Um dispositivo de RA pode, no entanto, ser utilizado para fornecer informação sobre a carga e dar instruções aos operadores, em tempo real, acerca da melhor forma de a dispor dentro do veículo. Estes dispositivos permitem ainda reajustar o plano de carga mais facilmente caso haja alguma alteração de última hora.

Segundo a consultora Gartner, a adoção em massa de tecnologias imersivas só deverá acontecer nos próximos dois a cinco anos, no caso da RV, e dentro de cinco a 10 anos para a RA. Apesar disso, há já empresas a colher os benefícios do investimento feito nestas tecnologias, como é o caso da General Electric Health, que melhorou em 46% a performance nos processos de picking e preparação de encomendas, recorrendo ao uso de óculos inteligentes.

Robótica e transportes autónomos 


A presença da robótica nas indústrias não é propriamente uma novidade, mas o surgimento de robôs inteligentes ligados em rede — que utilizam câmaras e sensores para se movimentarem no espaço evitando obstáculos — abriu caminho a muitas outras possibilidades. Aplicada à logística e ao resto da cadeia de abastecimento, a robótica pode contribuir para acelerar o processo de entregas e reduzir os erros nos pedidos.

Vejamos o caso dos robôs da Amazon. Em 2014, a multinacional norte-americana contava já com cerca de 30 mil robôs Kiva em 10 dos seus 50 centros de abastecimento, uma média de 3000 por centro de operação. Estes pequenos robôs, responsáveis pelo processo de picking, conseguem localizar com exatidão onde estão os milhões de itens armazenados, para de seguida transportá-los em estantes até junto das equipas que fazem a separação e embalagem das encomendas.

A implementação deste sistema permitiu à Amazon aumentar em 50% a capacidade dos seus armazéns (sem ampliar a área física dos espaços) e ainda obter ganhos de eficiência operacional na ordem dos 20%, avança o site de tecnologia CNET. Algumas das encomendas que anteriormente levavam cerca de 90 minutos a estarem prontas, são agora preparadas em apenas 15 minutos.

A gigante do e-commerce está também a testar um serviço de transporte de encomendas por drones não pilotados, que farão a entrega em apenas 30 minutos. Só no ano passado a Amazon efetuou mais de 5 mil milhões de entregas aos seus clientes Prime, com custos de expedição a chegar aos 20 mil milhões de dólares, revela o website Business Insider. Com o serviço Prime Air, a empresa espera poder vir a reduzir significativamente os seus custos logísticos.

Pelo mesmo motivo, a UPS está também a testar entregas com recurso a drones autónomos, utilizando o tejadilho das suas carrinhas como pequenos heliportos. De acordo com a mesma fonte, a UPS estima que poderia poupar 50 milhões de dólares por cada milha a menos percorrida nas suas rotas rodoviárias.



Blockchain 


Das tendências aqui mencionadas, o blockchain é certamente o que suscita maior curiosidade e por vezes até algum cepticismo, tal é ainda a novidade. 

Além do mercado financeiro, o blockchain é ainda pouco explorado pelas empresas e deverá levar cerca de uma década a alcançar todo o seu potencial, aponta a Gartner. Mas à semelhança do que aconteceu com a internet, também esta tecnologia promete ter um papel transformador na sociedade e na forma como fazemos negócios. 

Na tradução literal do inglês, blockchain significa "cadeia de blocos", o que oferece algumas pistas sobre o modo como esta tecnologia funciona. Aqui os blocos são feitos de dados, registos digitais encriptados, inalteráveis e partilhados pelos vários membros de uma rede. Cada um desses registos contém uma inscrição com a hora em que foi criado e ligações que remetem para as transações que lhe precederam. Através destes registos, os membros com acesso à rede conseguem, por exemplo, determinar a origem e proveniência de determinado item.

Ao acrescentar transparência, rastreabilidade e confiança às transações, o blockchain é um dos candidatos a revolucionar as cadeias de abastecimento no médio a longo prazo, uma vez que permite obter informação exata, não só sobre os bens em questão, mas também sobre todas as organizações que intervieram no processo, desde o fornecedor de matérias-primas, ao vendedor final. Embora muitos dos seus possíveis usos aguardem ainda por comprovação prática, existem já alguns projetos piloto que pretendem precisamente testar o potencial desta tecnologia quando aplicada à supply chain. 

A revista Fortune dá conta, por exemplo, de uma empresa britânica que está a utilizar o blockchain para seguir o movimento de diamantes, desde a mina em que foram extraídos até chegarem às lojas. Esse acompanhamento é possível graças a um registo digital que inclui uma lista de atributos como cor, quilates e número do certificado. A expectativa é que através deste método se possa garantir a autenticidade das gemas e assegurar que não provêm de zonas de conflito, onde são muitas vezes usadas para financiar a violência. 

Já a rede norte-americana de supermercados Walmart está a desenvolver em conjunto com a IBM um sistema de segurança alimentar com base na tecnologia blockchain para rastrear os produtos ao longo da sua cadeia de abastecimento. Entre outras coisas, o sistema permitirá que em caso de crise ou de um alerta alimentar se consiga rapidamente determinar a origem dos produtos implicados, verificar em que lojas se encontram espalhados, e retirá-los de circulação em apenas alguns minutos.
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