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Como será ir às compras em 2030?

A cada dia que passa, torna-se mais evidente que a transformação digital veio para mudar as nossas vidas, com o retalho a ser um dos setores particularmente afetados. Muito por causa do crescente apelo do comércio online, que é agora feito sobretudo através de dispositivos móveis, e das grandes estrelas do setor que já nasceram digitais como a Amazon ou a Alibaba.

Mas ao contrário do que muitos vaticinam, o e-commerce não vai matar o centro comercial. Ou pelo menos é assim que pensam os responsáveis pela Westfield, uma empresa que gere e detém vários empreendimentos comerciais na Europa e nos Estados Unidos. De acordo com o seu relatório "Destination 2028”, divulgado recentemente, os shoppings do futuro tenderão a parecer-se mais com microcidades hiperconectadas, marcadas pela interação social e pela criação de comunidades, e onde não faltarão sequer jardins climatizados e cursos artificiais de água.

Apesar de parecer uma visão um tanto ou quanto idílica, o facto é que a mudança nos padrões de consumo e os desafios colocados pela tecnologia estão a obrigar o setor do retalho a mudar de estratégia. Para se enquadrarem neste novo ecossistema, os shoppings de tijolo e cimento terão de saber reinventar-se para ir ao encontro dos desejos dos consumidores. Salientamos alguns dos aspetos a ter em conta:

A personalização tem sempre razão 


Tal como as gigantes do e-commerce, que já utilizam algoritmos de inteligência artificial para detetar padrões de consumo, também o comércio offline terá de saber tirar partido das novas tecnologias. A Internet das Coisas, as aplicações móveis e até novos dispositivos de POS, vão permitir aos retalhistas ter mais informação acerca dos seus clientes, o que deverá contribuir para melhorar a experiência do consumidor.

Na visão da Westfield para o shopping do futuro, a informação do cliente será colhida logo à entrada através de uma leitura à retina. Feito o levantamento das suas preferências e histórico de compras, o cliente será encaminhado através de linhas coloridas no chão até às promoções e produtos que mais se adequam ao seu perfil e necessidades do momento. Nas lojas de vestuário, espelhos e provadores inteligentes irão mostrar um reflexo virtual do cliente com a roupa vestida, sem que para isso tenha realmente de a experimentar.

Este tipo de utilização da realidade aumentada (RA) está já a ser testada por cadeias internacionais como a IKEA, que desenvolveu uma aplicação para telemóvel com a qual os clientes podem ver como a mobília vai ficar nas suas casas mesmo antes de a comprarem. O recurso a tecnologias imersivas será aliás uma tendência não só no retalho, mas em várias outras etapas da cadeia de abastecimento.
 

Evolução dos centros comerciais e lojas físicas 


Se por evolução presumiu que as lojas físicas serão cada vez maiores, desta vez falhou em cheio. Na verdade, o que se prevê é exatamente o inverso. Não só o tamanho das lojas irá diminuir, como a função que desempenham se vai alterar drasticamente. O mais provável é que se venham a tornar uma espécie de montra aumentada, um showroom daquilo que vendem, e que funcionem também como ponto de recolha para produtos que foram comprados online. Em alternativa, especialmente para produtos de maior dimensão como uma televisão ou um frigorífico, a entrega será feita ao domicílio logo a seguir ao momento da compra na loja. 

Outro dos modelos de comércio físico tidos como prováveis no futuro próximo é aquele que é já utilizado nas lojas Amazon Go, onde não existem operadores de caixa e o pagamento é descontado diretamente na conta de cliente. Basta descarregar a app para o telefone, ativar à chegada à loja, pegar nos produtos e sair porta fora. O resto do processo é monitorizado por sensores e tecnologias que recorrem à inteligência artificial.

Mais do que vender, é obrigatório proporcionar "experiências”


As compras deixarão de ser o único motivo que levará os consumidores a deslocarem-se às lojas e centros comerciais. Até porque há muito que o podem fazer pela internet e sem ter de sair de casa. 

Por isso, e a pensar nos Millenialls e gerações seguintes, que valorizam mais a "experiência” do que a simples "compra”, as marcas e espaços comerciais deverão concentrar-se em proporcionar outro tipo de ofertas. Nomeadamente, atividades que "eduquem” os consumidores quanto à forma de uso dos seus produtos— como por exemplo workshops gratuitos de cozinha e bricolage— ou sessões com artistas e designers que demonstrem o processo por detrás da criação dos produtos. A economia de partilha é algo a que estas gerações dão também particular importância, devendo assim haver lugar a novos tipos de negócios como lojas pop up, retalho temporário e, ainda, espaços dedicados ao aluguer de vários tipos de produtos.

E a si o que lhe parecem estas previsões? Se possui um negócio no setor do retalho conte-nos, na caixa de comentários, como se está a preparar para o futuro que aí vem. Se é consumidor queremos ouvi-lo sobre os seus hábitos de consumo: ainda vai mais as shoppings ou já faz a maior parte das suas compras online? 
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