75.101.220.230
919 204 462Ligue Já!
Ou nós ligamos!Deixe os seus dados para contacto.
Seremos breves!
Horário - dias úteis das 9h30 às 18h30
Login
Conheça as soluções integradoras dos nossos ParceirosMarketplace
Employee-Experience
{alt:Maria Joana Costa}

Por que razão tanto se fala de Employee Experience?

 
Com a chegada da Era Digital, começou a guerra pela captação de talento. Profissionais talentosos são constantemente requisitados por recrutadores sedentos de excelência. Com competências e habilidades tão cobiçadas, o colaborador dos dias de hoje tem a oportunidade de escolher a oferta que lhe é mais atraente.
 
Claro que esta realidade só se aplica a determinadas profissões e setores, no entanto, para certos profissionais, a remuneração deixou de ser um fator decisivo no momento de escolher entre propostas de emprego. Hoje, são cada vez mais os profissionais que optam por empresas capazes de lhes proporcionar uma boa experiência no local de trabalho


Por que razão a "experiência” é tão importante?

 
A respeito da "experiência”, Immanuel Kant, outrora, afirmou:

"A experiência é a perceção compreendida.”

Uma constatação que não deixa grande espaço para debate, já que, "dar-se à experiência” não é mais do que estabelecer contacto direto com determinado conteúdo, contexto, ambiente ou situação, o que constitui, segundo a epistemologia, a verdadeira "fonte cognitiva de informação”.

Ora, se assim é, o colaborador precisa de uma boa experiência, no local de trabalho, como quem precisa de "pão para a boca ou vinho para a alma”, porque só assim poderá evoluir e aumentar o seu nível de conhecimento, atingindo o expoente do seu potencial e transformando-se numa verdadeira mais-valia para a organização.

Neste sentido, Susan Peters, Vice-Presidente da terceira maior empresa dos EUA (a General Electric), garante que a grande preocupação do departamento de RH, hoje em dia, deve ser oferecer aos funcionários uma experiência verdadeiramente agradável. Assim, os responsáveis de RH da empresa norte-americana têm realizado esforços no sentido de transformar o local de trabalho numa "experiência”, ou seja, construir uma envolvência favorável à absorção total da cultura organizacional, ao mesmo tempo que é gerada uma atmosfera atrativa para o recrutamento e retenção dos melhores talentos existentes no mercado. Para o conseguir, conforme afirma Peters, num artigo da Forbes, assinado por Jeanne Meister, é necessário ver o mundo através dos olhos dos colaboradores, estar atento às suas necessidades e conquistas e garantir uma comunicação fluída e constante com cada um deles.
 
A "experiência do colaborador” é de tal forma importante que a General Electric tem, hoje, uma pessoa a desempenhar o cargo de "Head of Employee Experience”. Alguém responsável por garantir um ambiente físico aprazível e confortável, as ferramentas tecnológicas necessárias à produtividade, os incentivos que levam os colaboradores a executar melhor o seu trabalho, e a motivação necessária para atingir o máximo do seu potencial.


Mas, afinal, o que é Employee Experience (EX)?

 
Employee Experience (EX) ou, em português, experiência do colaborador, pode ser entendida como "o contínuo redesenhar da organização”, sempre a par das expectativas, necessidades e ambições dos colaboradores da organização (Morgan, 2017).

Na obra "The Employee Experience Advantage: How to win the war for talent by giving employees the workspaces they want, the tools they need, and a culture they can celebrate”, Jacob Morgan explora três formas de olhar para o conceito de "Employee Experience”:

• Através do olhar do empregador ou da organização – Para a organização, a experiência está limitada àquilo que é desenvolvido ou criado, em prol do bem-estar do colaborador, dentro e fora da organização. 

• Através do olhar do colaborador – Nesta perspetiva, a experiência é definida pela forma como o colaborador se sente, relaciona e desenvolve dentro da organização.

• Na convergência dos dois olhares – Quando os colaboradores têm um papel ativo nas medidas desenvolvidas para aprimorar a sua experiência, dentro da organização. Isto é, quando o redesenhar da organização acontece em paralelo com a melhoria da experiência do colaborador.

Para Jacob Morgan (2017), é na convergência dos dois olhares que está a verdadeira essência da experiência do colaborador, sendo, por isso, possível defini-la como "a interseção das expectativas, necessidades e desejos dos funcionários e o design organizacional dessas expectativas, necessidades e desejos” ("the intersection of employee expectations, needs, and wants and the organizational design of those expectations, needs and wants”).


O que distingue Employee Experience de Employee Engagement? 

 
Enquanto que Employee Experience diz respeito a todo o percurso feito pelo colaborador no contexto da organização, Employee Engagement pode ser entendido como o objetivo da organização ou do departamento de Recursos Humanos..

No artigo "Employee Experience vs. Engagement: What´s the Difference?”, Ryan Pendell identifica as três principais etapas que perfazem a experiência do colaborador: Engagement, Performance e Development.

Engagement é descrita como a fase em que as necessidades básicas do colaborador são atendidas. Isto inclui ter acesso à informação relacionada com a atividade profissional (tarefas a cumprir) e os meios necessários para a sua execução. Ao mesmo tempo, nesta fase, as necessidades sociais e emocionais do colaborador devem ser consideradas, sob pena de falhar redondamente na finalidade de envolver o colaborador na cultura organizacional. E, para o envolver, é fundamental fazer esforços no sentido de proporcionar um ambiente de trabalho agradável, onde a interação e a partilha estejam no epicentro da experiência.

Performance, por outro lado, é a fase que decorre após a fase de Engagement. De maneira a assegurar a alta performance constante dos seus colaboradores, a organização deve, antes de mais, integrá-los na organização. Um colaborador bem integrado e envolvido na cultura organizacional é um colaborador altamente competente.

Finalmente, a fase de Development é a fase que acontece, de forma muito natural, depois das fases de Engagement e Performance. Esta fase indica o processo de evolução do colaborador dentro da organização. Um colaborador envolvido numa experiência laboral agradável irá, inevitavelmente, adquirir conhecimento e crescer enquanto profissional.


Qual a influência da Employee Experience no Engagement?

 
A forma como os colaboradores veem a organização, a maneira como se sentem no ambiente de trabalho e o modo como interagem com os colegas são aspetos que têm imensa influência tanto na performance individual do colaborador, como nos resultados obtidos pela empresa. Embora esta possa parecer uma afirmação óbvia; não é.
 
De acordo com os dados expostos por Ryan Pendell, no artigo já mencionado, apenas três em cada dez funcionários afirmam ter os meios necessários para executar as suas tarefas diárias no trabalho. Da mesma forma, apenas três em cada dez funcionários revelam ter recebido qualquer tipo de reconhecimento ou louvor por parte das suas chefias. Adicionalmente, a nível global, somente 15% dos colaboradores revelam estar "engaged” com a entidade empregadora.

Deste modo, fica claro que ainda há um longo caminho a percorrer. Embora a importância da Employee Experience comece a ser reconhecida, as organizações ainda estão longe de plenamente entender as vantagens competitivas que dela advêm.
Partilhar
0 Comentários.
Mostrar comentários
Receba a newsletter com as nossas melhores histórias!