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A nova vida do comércio local: a mesma proximidade, agora, à distância

A sensação de entrar na mercearia ao pé de casa e receber um "Bom dia Tiago” ou no café ao fundo da rua e ouvir "Então menino, o que vai ser? É o costume?” é uma sensação única, comum nas aldeias e nos bairros das cidades. Este é o comércio local na sua mais profunda identidade – recheado de relacionamentos de proximidade e atendimento personalizado.

Num mercado cada vez mais competitivo, o comércio local imprime a identidade histórica e a memória coletiva (e até familiar) do local inserido, apresentando-se como um serviço diferenciador, com maior atenção com o cliente e preocupação com os detalhes.

O renascer do comércio local em tempos de pandemia

A pandemia chegou sem avisar e apanhou todos desprevenidos – as empresas tiveram de se reinventar para sobreviver e as pessoas mudaram a forma estar, socializar e viver. Este está a ser um ano repleto de mudanças – e o comportamento do consumidor não é exceção.

E o comércio local, como está a reagir?

As compras no comércio local aumentaram, seja pela proximidade e conveniência das lojas – as pessoas estão mais tempo em casa e evitam fazer grandes deslocações. A título de exemplo, na última semana de maio, o retalho alimentar tradicional viu a sua faturação aumentar 28% em relação ao período pré-pandemia, segundo o Reduniq Insights.

Ou seja, pelo atendimento personalizado – o reconhecido tratamento personalizado e ambiente intimista acaba por ser ainda mais valorizado num momento de maior distânciamento social e de desafios, outrora, inimagináveis –, ou ainda, pela atitude solidária com as dificuldades que os pequenos negócios enfrentam nesta fase.

Segundo um estudo da Oney Bank, 82% dos portugueses (inquiridos) estão dispostos a privilegiar o critério "produção local/nacional”, nas despesas relacionadas com a alimentação.

O comércio local e o delivery

Estamos a viver um renascer da economia e do comércio local. Com a pandemia concretizou-se também uma disrupção nas cadeias de abastecimento, nas quais os abastecimentos mais próximos ganharam peso, abrindo, assim, a porta ao delivery das compras em comércio local.

Através de um formato simplista como um telefonema ou uma mensagem, na qual o cliente faz o pedido do que precisa comprar, até um formato mais estruturado – e até tecnologicamente mais avançado –, como uma loja online (própria, em marketplace ou até nas redes sociais), o comércio local tem encontrado no delivery uma nova fonte de rendimento.

E este delivery mantém a identidade do comércio local: o "bom dia Tiago, tem aqui a sua encomenda” e o "trouxe as suas bolachas favoritas como oferta”. O relacionamento (quase) familiar é transferido da loja para o delivery. Além disso, e em tempos desafiantes como os de hoje, receber as compras é um conforto cada vez mais valioso.

O comércio local e o e-commerce

O e-commerce é, sem qualquer dúvida, uma grande tendência nos dias de hoje. Aliás, é, em muitos casos, a plataforma de salvação dos negócios durante a pandemia. E os números não enganam: de 2018 para 2019, verificou-se um crescimento de 20% das vendas online (B2C) e para 2020 espera-se um crescimento entre os 40% e os 60%, de acordo com o CTT e-commerce Report.

E, como referido anteriormente, as compras no comércio local aumentaram o seu peso este ano. Entre março e agosto, as compras realizadas em comércio tradicional verificaram um aumento de 44% face ao período homólogo de 2019 (SIBS Analytics).

Por isso, será possível juntar estas duas tendências? Será possível levar os negócios intimistas, os relacionamentos próximos e verdadeiros e um pouco da história de cada bairro para o digital? Sim. É possível transportar o comércio local para o e-commerce, sem perder a sua identidade!

Imaginemos, então, os emigrantes portugueses espalhados pelo mundo, que não têm a oportunidade de vir a Portugal com a regularidade que gostavam ou até de demonstrar às novas gerações um pouco da história e dos produtos das suas terras natal. Estas pessoas – potênciais clientes do comércio local – poderiam beneficiar muito da adesão do comércio local ao e-commerce (visto que o público de proximidade, poderá facilmente encontrar a solução em formato de venda fisico ou delivery).

Assim, o comércio local encontra nesta pandemia uma oportunidade de se transformar e encontrar no e-commerce e no digital uma forma de alargar a sua zona de influência e chegar a pessoas que estão distantes com as suas histórias – seja através de marketplace/shopping online – para quem não dispõe de grandes conhecimentos técnicos, muito investimento ou então velocidade para ser mais rápido a aderir ao digital – ou através de loja online própria.

O futuro do comércio local é digital

Não sabemos ao certo quando é que esta pandemia vai terminar – a vacina trará maior conforto e segurança às pessoas, mas é ainda muito incerto o tempo que demoremos a atingir a "massificação” da vacinação e como será a vida após essa fase. Voltaremos aos hábitos anteriores à pandemia? Manteremos muitos dos hábitos atuais? Ou passaremos a ter novos hábitos?

Acredito que a resposta dependerá de pessoa para pessoa mas, na generalidade, será uma combinação de antigos-atuais-novos hábitos. O que é certo é que o comércio local se adaptou a esta fase e continuará a transformar-se no futuro. E o e-commerce é um caminho que chegou para ficar, mesmo nos negócios de comércio local.

No futuro (e já no presente), com o apoio da tecnologia, os comerciantes manterão a sua personalidade e poderão continuar a criar histórias únicas, cada vez mais próximas das pessoas, independentemente das distâncias fisicas. Os vizinhos e os fregueses serão mais, num bairro cada vez maior.

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