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4ª revolução industrial: a era das fábricas inteligentes

A transformação digital tem impacto nos vários setores da sociedade e a indústria não é exceção. A máquina a vapor, a era da produção em massa e o surgimento de tecnologias digitais marcaram as três revoluções industriais que impactaram profundamente as sociedades e a economia global. Hoje assistimos à quarta revolução com o advento da Indústria 4.0. Com o aparecimento e a combinação de inovações como a inteligência artificial, robótica, ou a Internet das Coisas, estamos perante uma revolução que vem transformar os processos de fabrico e introduzir uma realidade digital que impulsiona a criação das chamadas fábricas inteligentes que usam a tecnologia para melhorar os seus processos e resultados.

A origem da 4ª revolução industrial


A quarta revolução industrial não é definida pela emergência de novas tecnologias, mas sim pela fusão de um conjunto de tecnologias que estão a esbater os limites entre os mundos físico, biológico e digital. A quarta revolução industrial é, segundo o  economista alemão Klaus Schwab, a revolução da digitalização massiva, Internet of Things, machine learning e robotização, mas também da nanotecnologia e dos novos materiais, e da biotecnologia - tecnologias que fundem os mundos físico, digital e biológico, aplicadas aos processos produtivos. O resultado? O aparecimento de fábricas inteligentes que, combinando estas tecnologias, melhoram os seus processos e resultados. 

O que distingue uma fábrica inteligente


A era das fábricas retratadas no famoso filme de Charlie Chaplin "Tempos Modernos” já ficou para trás. No filme, ainda a preto e branco e mudo, era possível ver as pessoas a trabalhar a uma velocidade ímpar e de forma mecanizada. A indústria evoluiu desde então até chegarmos à nova era das fábricas inteligentes que vêm romper com as tradicionais estruturas industriais. As fábricas inteligentes utilizam soluções tecnológicas para melhorar, automatizar e modernizar os seus processos de produção. Para tal, baseiam-se em sistemas ciber-físicos que permitem que equipamentos, recursos e pessoas comuniquem de forma interligada e em tempo real. Usam tecnologias tais como cloud computing, Internet das Coisas, Inteligência Artificial e Big Data que, de forma interligada, trocam informações que permitem otimizar processos e recursos ao longo do processo de fabrico. 
 
No relatório "The smart factory” a Deloitte destaca cinco características chave das fábricas inteligentes:

  1. Conectividade: fábricas inteligentes exigem que os processos sejam conectados para gerar dados atualizados, essenciais para tomar decisões fundamentadas e em tempo real. Esta integração de dados permite uma visão holística dos processos, impulsionando uma maior eficiência.

  2. Otimização: Uma fábrica inteligente permite que as operações sejam executadas com uma intervenção manual mínima, baseando-se em fluxos de trabalho automatizados e de elevada fiabilidade. Desta forma, otimiza-se a produção, o tempo de atividade e a qualidade, além de reduzir custos e desperdícios.

  3. Transparência: o acesso a dados atualizados em tempo real permite uma maior visibilidade de todo o processo, permitindo a tomada de decisões fundamentadas.

  4. Proatividade: num sistema proativo, os colaboradores e os sistemas podem antecipar e agir antes do aparecimento de anomalias. A capacidade de prever resultados futuros com base em dados históricos combinados com métricas em tempo real melhora o rendimento e a qualidade do serviço.

  5. Flexibilidade: uma fábrica inteligente tem a flexibilidade de se adaptar às mudanças com o mínimo de intervenção e impacto. Por exemplo, as fábricas inteligentes podem configurar os fluxos dos seus equipamentos consoante o produto a produzir, não comprometendo o tempo de atividade e o rendimento da fábrica.

Como é que tudo se processa na prática?


O World Economic Forum destaca no relatório "Fourth Industrial Revolution Beacons of Technology and Innovation in Manufacturing” exemplos reais considerados casos de sucesso que demonstram como a implementação da tecnologia da indústria 4.0 ajuda a solucionar problemas identificados em diferentes fases do processo e em fábricas com áreas de atuação distintas. 
 
Dos exemplos referidos, inclui-se a Procter & Gamble. Entre as suas inovações 4.0 está a introdução de tecnologias inteligentes na área de controlo de qualidade. Até então este era um processo de amostra manual que não garantia a 100% a qualidade de cada lote.  Agora o controlo de qualidade baseia-se em análises em tempo real aplicadas a dados recolhidos por vários sensores. A linha pode ser interrompida se um desvio for detectado e os relatórios permitem aos operadores verificar a qualidade do lote para lançamento. Os ganhos trazidos com esta introdução tecnológica foram a diminuição do retrabalho e das reclamações em 50%. 
Os resultados trazidos pela mudança para o paradigma da indústria 4.0 foram significativos. Em apenas três anos, a produtividade aumentou em 160% e a satisfação do cliente em 116%. 
 
Outro dos exemplos destacados é o da Rold, uma PME que com a introdução de painéis de controlo digitais com métricas da eficácia geral dos equipamentos facilitou a monitorização em tempo real dos recursos de produção distribuídos em diferentes fábricas. Além disso, foram incorporados nas máquinas sistemas de notificações que comunicam em tempo real com os operadores através de smartwatches.
Esta PME introduziu também a criação de protótipos através da impressão 3D, o que permitiu reduzir o tempo de lançamento de novos produtos no mercado.
Também na Rold os resultados foram impressionantes, tendo tido um crescimento global de 7-8%.


Vantagens da tecnologia inteligente para a criação das fábricas do futuro


Já aqui falamos sobre o impacto e vantagens da indústria 4.0 na vida das empresas. E, vendo estes exemplos que mencionamos, é fácil perceber as mais-valias da incorporação das tecnologias inteligentes nos processos das fábricas do futuro: redução de custos, erros e desperdício, operações mais rápidas, com menos intervenção humana e uma maior precisão. Ganha-se em eficiência, no tempo de produção e de introdução de novos produtos no mercado, em escalabilidade e em produtos e serviços mais inteligentes. 
 

A Indústria 4.0 não é um conceito do futuro, mas sim uma realidade atual.


E implementá-la na sua empresa é mais simples do que possa parecer. Basta apostar nas tecnologias certas, para permitir que as máquinas "conversem” entre si ao longo do processo de fabrico e forneçam informações em tempo real que possibilitem tomadas de decisões fundamentadas para o seu negócio.
Com a 4ª revolução industrial em curso, é fundamental não deixar passar o comboio de oportunidades que ela traz. Para assegurar a competitividade e sustentabilidade num mundo de negócios cada vez mais global e interconectado, os gestores precisam de acompanhar as tendências tecnológicas, desafiar os pressupostos e modelos tradicionais e inovar de forma contínua, incorporando a tecnologia da indústria 4.0 para a otimização dos seus processos, com vista à criação das fábricas inteligentes do futuro. 
 
Apostando nas soluções tecnológicas adequadas, a Indústria 4.0 pode funcionar em qualquer empresa, de qualquer dimensão e segmento de atividade. Veja aqui quais os ganhos da conserveira Ramirez com a incorporação de tecnologias da Indústria 4.0. num negócio com mais de 150 anos.
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