Inteligência Artificial: 7 tendências para 2025
A Inteligência Artificial (IA) é, hoje, um tema que diz respeito a todos e cada um de nós. Do adolescente que pesquisa sobre um tema para obter um resumo rápido que lhe oriente as leituras, aos Estados, organizações internacionais e empresas, que recentemente estiveram reunidos em Paris para debater e decidir o futuro da governação global da IA.
A Cimeira de Acção sobre IA, co-organizada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, tinha como objetivo apresentar a Europa como o "continente líder em IA”, garantir "o respeito pelos valores fundamentais" e criar mais confiança nos sistemas de IA. Sobretudo depois de o novo Presidente dos EUA, Donald Trump, ter assinado uma ordem executiva para elaboração de um plano que mantenha a liderança da América na IA.
No final, 66 países, incluindo a China e a Índia, aprovaram uma declaração conjunta em que se comprometem a "garantir que a IA seja aberta, inclusiva, transparente, ética, segura, protegida e confiável”. O documento apelava ainda a "tornar a IA sustentável para as pessoas e para o planeta” e a proteger "os direitos humanos, a igualdade de género, a diversidade linguística, a proteção dos consumidores e dos direitos de propriedade intelectual”.
De fora da lista de signatários, ficaram os EUA e o Reino Unido.
7 tendências da inteligência artificial para 2025
Para nós, que estamos no centro desta realidade, é fundamental prestar-lhe atenção e assumir um papel ativo na forma de moldar as utilizações e atitudes que pessoas e instituições assumem face à inteligência artificial. Por isso, partilho sete tendências da IA, identificadas junto de agentes do mercado, que deverão dominar em 2025.
1. Autonomia
Uma das tendências da IA que se tem verificado e que se deverá acentuar nos próximos anos é a capacidade de esta se tornar cada vez mais autónoma. À medida que a IA Generativa automatiza tarefas, a sua autonomia torna-se evidente, desejável e, a partir de um certo ponto, necessária.
Sejam tarefas simples como o resumo de textos e a localização de ficheiros, ou mais complexas, como o preenchimento automático de formulários com base em informação recolhida de caixas de e-mail específicas, estas passam a depender sobretudo dos agentes de IA para a sua execução. Aos humanos, cabe a supervisão do resultado e, em alguns casos, da metodologia.
2. Colaboração entre Pessoas e IA
Se há autonomia, do lado da IA, e supervisão/controlo de qualidade, do lado humano, podemos falar em colaboração.
Os agentes de IA assumem um papel de assistentes dos profissionais e estes, por sua vez, beneficiam do trabalho realizado para melhor gerirem o seu tempo, e, em muitos casos, criar espaço para o pensamento estratégico e a criatividade.
3. Personalização
Mais do que alguma vez, a IA Generativa atua na personalização dos seus contributos. Com o carregamento de dados específicos seguros de cada organização, departamento ou área, a que se junta a informação recolhida na web, quando solicitado, a qualidade da informação e o detalhe com que se ajusta ao necessário aumenta a cada questão, que funciona como treino para os agentes de IA. É expectável, por isso, que a tendência da IA para a personalização só venha a evidenciar-se nos próximos tempos.
4. Otimização de Recursos Humanos
Outras das tendências da IA que se vai intensificar é a utilização de agentes de IA Generativa para realizar tarefas repetitivas, libertando os colaboradores para atividades que requerem maior capacidade analítica ou criativa. Ao ganhar este tempo, os colaboradores poderão apresentar um desempenho mais elevado, em tarefas multifacetadas. E isso promove um sentimento de satisfação, de felicidade.
5. Cadeias logísticas
O planeamento de rotas e a gestão de frotas vão ser progressivamente influenciados pela IA, nas suas vertentes analítica e generativa. No software de gestão logística, a IA será cada vez mais relevante, com um papel na previsão da duração das rotas, de desafios como a meteorologia ou problemas nas estradas, propostas para a otimização dos percursos, além da gestão de armazém.
6. Apoio ao Cliente
O apoio ao cliente é já uma área em que a utilização de inteligência artificial é mais utilizada. Mas a tendência é que com a IA generativa esse apoio ao cliente seja cada vez mais proativo.
Os sistemas de IA podem antecipar as preferências dos clientes com base em interações anteriores, notificá-los sobre prazos de pagamento, ou aconselhamento sobre como melhor gerirem a sua relação com os fornecedores, de forma a poupar. Isto, nas plataformas de e-commerce, significará um aprofundamento ainda maior das capacidades atuais, rumo à noção de omnicanalidade, em que a experiência física e digital quase se confundem, no sentido positivo da questão.
7. Legislação e Ética
O Regulamento de Inteligência Artificial da União Europeia aborda os riscos associados à IA, como os enviesamentos, a discriminação e as lacunas em matéria de responsabilização, e promove a inovação e incentiva a adoção da IA. Porém, trata-se uma legislação de largo espetro, que necessitará continuamente de aprofundamento à medida que a tecnologia evolui.
Em cada organização, é necessário criar boas práticas e princípios éticos, nomeadamente aqueles que preservem a preponderância humana nos processos de decisão, e tomam a utilidade para as empresas e pessoas como a prioridade das aplicações da IA Generativa.
Com base nestas tendências de IA, as soluções que a utilizam tenderão a aprofundar a sua influência e marcar o ritmo da evolução tecnológica, económica e social dos nossos dias. Naturalmente, existirão imprevistos e surpresas, mas com o conhecimento necessário, poderemos, todos juntos, ultrapassá-los. A IA Generativa é um recurso, e uma aliada, na busca da inovação e da prosperidade.