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O que é a Indústria 4.0 e qual o impacto que terá na vida das empresas?

É um dos temas do momento. Muito se tem escrito sobre a Indústria 4.0, mas poucos conhecem as reais potencialidades e o impacto desta transformação que está em curso, principalmente nos mercados mais evoluídos e competitivos.
 
No fim do século XVII o surgimento da máquina a vapor permitiu sonhar um mundo sem fronteiras físicas, aproximar territórios até então longínquos e mecanizar o trabalho. Hoje, é da diluição de fronteiras entre mundo físico e virtual que falamos, quando falamos da quarta revolução industrial. Esta nova era tecnológica, também denominada Indústria 4.0, está a ser impulsionada pela combinação de tecnologias disruptivas em áreas tão diferentes quanto a inteligência artificial, internet das coisas (IoT na sigla em inglês), computação quântica, nanotecnologia e biotecnologia, impressão 3D, realidade aumentada, robótica ou energias renováveis, para referir apenas alguns exemplos.

Muitas dessas tecnologias estão agora a dar os primeiros passos, mas a velocidade estonteante a que evoluem e se difundem faz prever um futuro com inúmeras possibilidades de aplicação, algumas das quais não conseguimos ainda imaginar. A quarta revolução industrial não se limita, no entanto, a nenhuma destas inovações. Ela é antes o fruto da sinergia de diferentes tecnologias, que se melhoram e amplificam umas às outras, dando origem à fusão daquilo que é físico (os objectos), digital (a sua representação virtual), e biológico (que somos nós).

Como chegamos até à quarta era industrial?

Qualquer revolução implica uma transformação rápida e em grande escala. Normalmente, ocorre quando surgem novas tecnologias capazes de alterar significativamente a ordem social, com profundas implicações nos sistemas económicos.

Foi assim na primeira revolução industrial (1760-1830) que, possibilitada pelo vapor, marcou o início da produção mecanizada e uma completa mudança nos métodos de produção. A segunda, por volta de 1850, trouxe a energia elétrica e consigo a invenção da linha de montagem e da produção em massa. Já em meados do século XX, com a chegada do computador, das tecnologias de informação e mais tarde da internet, assistimos à automatização da produção e ao início da terceira revolução, mais conhecida por revolução digital.

Porém, ao contrário das que lhe precederam, a quarta revolução industrial resulta da convergência de tecnologias já existentes e não do surgimento de uma nova. É a forma como essas tecnologias interagem em diferentes domínios, a velocidade exponencial a que evoluem, e a dimensão do impacto que geram na sociedade, empresas e indústrias, que distingue esta nova era de tudo aquilo que a humanidade já tenha vivido antes.

Vem aí a fábrica do futuro 

O advento da indústria 4.0 introduz as chamadas "fábricas inteligentes”. Estas fábricas caracterizam-se por elevados níveis de automação e digitalização dos processos produtivos. 
O termo indústria 4.0 surge, aliás, na sequência de um plano estratégico apresentado pelo Governo Alemão em 2011, em Hannover, com vista à completa automatização da indústria no país.

Para a fábrica inteligente contribuem tecnologias como a Inteligência Artificial (IA), robótica, computação em nuvem, big data ou internet das coisas (IoT). Em conjunto, permitem que estas fábricas operem autonomamente e sejam capazes de corrigir falhas com pouca ou nenhuma intervenção humana.

Num cenário que se avizinha próximo, a fábrica do futuro será controlada por robôs capazes de cooperar e comunicar, quer entre si, quer com humanos. Todas as máquinas e equipamentos vão ser geridos por sistemas ciberfísicos que monitorizam a produção em tempo real.

A informação é recolhida em todas as etapas do processo de produção através de sensores, que vão dando conta daquilo que está a acontecer. Fornecem, por exemplo, informação sobre o estado das máquinas (medindo indicadores como a temperatura e vibração) e são capazes de alertar o sistema para a ocorrência de falhas ou até mesmo de prever a necessidade de manutenção dos equipamentos

Dotados de inteligência artificial, estes sistemas são capazes de aprender, decidir e instruir as máquinas sem que para isso sejam necessários técnicos de "carne e osso”. Tais níveis de automação permitem a descentralização das decisões.

Potencialidades deste novo modelo

Muitos dos empresários portugueses ainda se debatem com a questão de implementar ou não as tecnologias da Indústria 4.0 no seu negócio. Alguns questionam-se acerca do investimento necessário, outros sobre qual o momento ideal para começar a transição. A transformação digital de qualquer empresa, grande ou pequena, é sempre um processo, com diferentes ritmos consoante cada um dos casos. Porém, as vantagens de saltar a bordo da nova era, o quanto antes, são inúmeras. Partilhamos apenas algumas:

Aumento da rentabilidade

A capacidade de prever e prevenir paragens na produção, bem como de otimizar a manutenção e com isso a eficiência dos equipamentos, é um dos fatores que mais contribui para o aumento da produtividade, com impactos muito positivos nas receitas e lucros das empresas. A manutenção preditiva ajuda a evitar interrupções não planeadas e a prevenir custos avultados com reparações.

Diminuição dos custos de operação

Uma monitorização constante e em tempo real da produção e do controlo de qualidade, através da utilização de sensores, promove o uso mais eficiente dos recursos e matérias-primas, ao mesmo tempo que elimina erros no planeamento da produção, acaba com falhas na composição dos artigos, melhora o tempo de satisfação das encomendas, diminui desperdícios e limita o consumo de energia. Para além de ganhos na eficiência, a automatização dos processos possibilita também uma redução dos custos com o trabalho.

Melhoria na qualidade dos produtos e satisfação dos clientes

Os sistemas integrados contribuem para uma melhoria global da qualidade dos produtos. A utilização de sensores ao longo de toda a cadeia produtiva permite controlar parâmetros, de forma a rapidamente identificar não conformidades com as ordens de fabrico e garantindo que a qualidade do produto final não é afetada. Assim é possível assegurar níveis elevados de qualidade e rastrear eventuais incongruências no produto, ainda antes do momento da entrega, evitando a devolução de encomendas que não preencham os requisitos do cliente.

Os desafios da indústria 4.0 para as empresas 

Mas como em todas as mudanças, a era da indústria 4.0 traz desafios às empresas. A integração gradual de sistemas inteligentes implica um maior acesso por parte de vários intervenientes aos dados que são gerados. 

A complexidade crescente de sistemas e equipamentos conectados exige também um maior grau de fiabilidade e estabilidade que, no médio a longo prazo, podem ser difíceis de atingir e de manter. Prever e evitar falhas técnicas que possam pôr em causa ou até mesmo parar os processos de produção, causando custos elevados, deve ser por isso uma preocupação das empresas. Para tal, é indispensável uma gestão planeada e cuidada da manutenção dos equipamentos, com o apoio de equipas técnicas especializadas e prontas a intervir.

Se por um lado a automatização diminui a necessidade de mão de obra para a execução de tarefas simples e rotineiras, por outro, aumenta a necessidade de profissionais altamente qualificados, com conhecimento e competências interdisciplinares. Este será, aliás, um dos maiores desafios para recrutadores e diretores de recursos humanos nos anos que se seguem, uma vez que o mercado de trabalho terá ainda de se adaptar a esta nova realidade.
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