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Metodologia Agile: qual o seu “sabor” preferido?

A metodologia Agile é muito mais do que simples frameworks, ferramentas ou processos. É, acima de tudo, um conjunto de princípios e valores que, quando levados a sério têm o poder de operar "milagres" nas organizações.
 
No entanto, as frameworks são um excelente ponto de partida para a transformação e evolução das organizações que pretendam chegar ao oásis da "Agilidade”. Na realidade este oásis é apenas uma miragem, já que não se trata de um ponto de chegada, mas de um constante caminho de evolução e aperfeiçoamento – de produto e de trabalho em equipa.
 
Muitas organizações desistem da metodologia Agile, porque procuram uma receita que, aplicada uma vez, garanta resultados imediatos e duradouros. Mas não é assim que funciona. Tal como uma travessia no deserto, o caminho pode ser longo, difícil, com avanços e recuos e com decisões difíceis – mas a recompensa é imensa.

Metodologia Agile e as frameworks

São inúmeras as frameworks e ferramentas ao alcance de todos, para todo o tipo e tamanho de organizações, com e sem papéis definidos, mais ou menos "formais”. No entanto, não existe framework técnica ou ferramenta Ágil que se preze, que não tenha por objetivo um, vários ou até todos dos seguintes princípios:
 
  • Foco no cliente…
  • Foco na equipa
  • Melhoria contínua
  • Entregas constantes e incrementais de valor
  • Validação e verificação constantes do produto entregue
  • …Foco no cliente

Kanban e Scrum: os atores principais do Agile

As frameworks Agile mais conhecidas e utilizadas são o Kanban e o Scrum que, apesar de serem dirigidas a realidades e necessidades distintas, têm no seu core um mesmo princípio: limitação do trabalho em curso (ou WIP – Work In Progress).
 
Ao limitarmos o trabalho que está a ser realizado num dado momento pelas equipas são inúmeras as vantagens:
 
  • Foco constante nas atividades/funcionalidades que aportam mais valor (forçando a priorização constante do que irá ser feito de seguida);
  • Redução do tempo de entrega ao cliente;
  • Diminuição do desperdício;
  • Feedback antecipado e contínuo;
  • Aumento de produtividade (quando se trabalha em várias coisas em simultâneo, a mudança permanente de contexto faz com que se gaste mais tempo e os erros são mais comuns).

Kanban

É um sistema de gestão do fluxo de trabalho com origem nos princípios de Lean manufactoring, com o objetivo de dar visibilidade sobre o que está a ser feito e de melhorar a eficiência do sistema de produção como um todo.
 
Baseado na estratégia de Pull, na qual determinada atividade só deve ser iniciada quando é realmente necessária, a ferramenta mais conhecida do Kanban é o quadro Kanban.
 
É a partir de um quadro de tarefas que a equipa prepara, prioriza e acompanha as diferentes entregas a realizar. Este quadro kaban oferece várias vantagens:
 
  • Reflete o fluxo de trabalho da equipa (ou cadeia de valor);
  • Especifica, por estado, o número máximo de atividades permitidas – limitação do WIP;
  • A equipa, diariamente, reflete sobre as prioridades e gere o fluxo de trabalho;
  • Os pontos de congestionamento do fluxo são identificados e a equipa toma decisões sobre como ultrapassá-los (identificação de ineficiências e melhoria contínua);
  • O objetivo principal é reduzir o tempo decorrido desde o momento em que algo entra em execução até que é terminado (eficiência e redução de desperdício).

O kanban pode ser um bom ponto de partida para a aplicação da metodologia Agile de uma organização, já que se inicia com os processos, papéis e responsabilidades existentes.
 
Simples de entender, mas difícil de dominar!

Scrum

É, de longe, a framework Agile mais conhecida e implementada em todo o mundo, por todo o tipo de organizações e aplicada ao desenvolvimento de qualquer tipo de produto.

O planeamento das atividades e limitação do WIP é feita a nível da sprint (onde se identificam o conjunto de atividades que têm de ser concluídas durante esse período de tempo).

As sprints constituem o pilar básico da entrega iterativa e incremental de produto, servindo ao mesmo tempo para limitar o que está a ser produzido e para marcar o ritmo da equipa. Nada mais são do que um período temporal com duração fixa, normalmente de 2 semanas.

As sprints do Scrum, tal como no atletismo, servem para obter resultados rápidos, ao invés de uma maratona, cujos resultados só são atingidos a longo prazo.

Ao entregar o produto em blocos mais pequenos (iterativos e incrementais), a equipa é capaz de concentrar todas as suas energias nas tarefas mais importantes, nos momentos certos.

Deste modo a equipa constrói, apresenta e recolhe feedback, de forma rápida e frequente, sobre o produto que está a ser desenvolvido.

Quais os principais conceitos da framework Scrum?

  • Product Backlog: tudo o que tem de ser feito para garantir a entrega do produto com qualidade e com valor para o cliente (requisitos funcionais e técnicos, anomalias por corrigir, etc.).
  • Sprint: períodos temporais com duração fixa, usados para entregar valor ao cliente de modo iterativo e incremental
  • 3 papéis definidos:
    • Core Team

Conjunto de pessoas responsáveis pela construção do produto (desde a sua especificação, até à entrega ao cliente)

    • Product Owner

Representa o cliente na equipa e é ele o responsável pelo Backlog do produto. Valida/aprova o produto entregue pela Core Team.

    • Scrum Master

Responsável por garantir que a equipa segue os princípios e valores do Scrum, remove impedimentos e promove a melhoria contínua da equipa enquanto equipa.

  • "Cerimónias” de trabalho definidas neste modelo:
    • Sprint Planning

A equipa define o que de mais importante (com maior valor para o cliente) tem de ser feito na sprint que inicia e como o vai fazer

    • Daily Scrum

Todos os dias, no mesmo local, em pé e em 15 minutos no máximo, a equipa reflete sobre o progresso dos trabalhos da sprint e toma decisões de modo a garantir que cumpre com os objetivos da sprint

    • Sprint Review

A equipa demonstra o trabalho realizado ao cliente, Product Owner e outros stakeholders de modo a obter a aprovação do trabalho feito e/ou recolhe feedback para incorporar no produto em sprints futuras

    • Sprint Retrospective

A equipa reflete sobre o modo como decorreu o seu trabalho enquanto equipa, e identifica o que correu bem e deve ser mantido ou que não correu tão bem e que tem de ser melhorado enquanto equipa de modo a aumentar a produtividade e satisfação da equipa

  • Equipa autónoma e auto-organizada
  • DoD(Definition of Done): condições que os incrementos de produto têm de cumprir para que sejam considerados como prontos. A única medida de progresso é software funcional e concluído (DoD)
  • Kanban board é usado para gerir o fluxo de trabalho.

 

Ao contrário do Kanban, a framework Scrum prescreve papéis, sessões de trabalho e algumas ferramentascom o intuito de guiar a equipa e organização na adoção do Agile.

Qualquer sistema ou framework não é nada mais do que um conjunto recomendações, boas práticas e ferramentas, que as organizações podem usar na definição do seu modelo Ágil de trabalho.

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