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2019, o ano da construção e imobiliário

Há boas notícias para as empresas a operar no ramo do imobiliário e da construção civil em Portugal, dois setores que em 2019 deverão manter a tendência de crescimento registada nos últimos anos. Depois da ênfase na reabilitação urbana, a construção nova deverá marcar a atividade. No mercado imobiliário, que em 2018 voltou a bater recordes, haverá lugar a um ligeiro abrandamento no volume de investimento, mas a previsão é de que os números continuem a ser muito promissores. Já o setor da construção deverá crescer a um ritmo de 4% em 2019, ultrapassando os 12,5 mil milhões de euros.

Investimento imobiliário continua robusto em 2019


O mercado imobiliário português voltou, em 2018, a bater níveis históricos, atingindo valores que não se registavam há uma década, quando eclodiu a crise económica. O volume de negócios no mercado de imobiliário para habitação terá chegado aos 25 mil milhões de euros no ano passado, aos quais se somaram 3,5 mil milhões de investimento em imobiliário comercial, segundo as estimativas da consultora CBRE divulgadas pelo jornal Negócios.

Em comunicado, a consultora prevê que para 2019 o volume de investimento em ativos de rendimento (escritórios, centros comerciais, armazéns e hotelaria) se mantenha positivo, apesar de se antecipar uma queda relativamente a 2018. Ainda assim, estima que o volume de investimento em 2019 oscile entre os 2 mil e os 2,5 mil milhões de euros, o que a acontecer, será o segundo ano de valor mais elevado de sempre e o dobro da média anual dos últimos 15 anos. Em contraponto, prevê um acréscimo no investimento em ativos para promoção, terrenos e imóveis para reabilitação urbana.

No que toca à habitação, os números também surpreenderam, com a compra de casas em Portugal no ano passado a crescer entre 15% e 20%. De janeiro a dezembro de 2018, terão sido vendidas cerca de 180 mil casas, mais 25 mil do que no ano anterior. As estimativas foram avançadas ao jornal DN/Dinheiro Vivo pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) e, a confirmarem-se, representam uma média de 500 casas vendidas por dia no último ano. O número é o mais elevado desde pelo menos 2009, quando começaram a ser publicadas as séries do INE, refere o mesmo jornal. Em 2019, a perspetiva é de que as vendas continuem a aumentar.

Depois do foco na reabilitação urbana, chega a hora da nova construção


De acordo com as consultoras imobiliárias, as vendas em 2018, tanto na habitação como noutros segmentos, só não foram ainda superiores por falta de edifícios disponíveis. E depois da ênfase dada à reabilitação urbana, nos últimos anos, defendem que é agora necessário começar a construir de raiz.

Os projetos de reabilitação urbana, segundo a consultora JLL, ainda se manm como a principal fonte de produção imobiliária em Lisboa (representando 60 a 70% dos processos de licenciamento na cidade), mas a consultora antecipa que a construção nova deverá marcar a atividade este ano. 
 

Ritmo de produção na construção vai crescer 4%


A confirmarem-se as previsões da Federação Portuguesa da Indústria de Construção e Obras Públicas (FEPICOP), em 2019 a construção deverá mesmo crescer. A estimativa é de que haja um acréscimo real do ritmo de produc?a?o de 4%, ultrapassando os 12,5 mil milhões de euros—depois de um crescimento estimado de 3,5% em 2018. Apesar disso, a FEPICOP refere em comunicado que estes valores estão "longe do valor de produção atingido antes da crise que se abateu sobre o setor após o ano de 2002", altura em que atingiu mais de 20 mil milhões de euros.

O segmento mais dinâmico será o da construção de edifícios, com uma previsão de crescimento de 5%, muito devido à vertente residencial que deve crescer 7,5%. As previsões apontam também para uma evolução, ainda que mais moderada, da construção de edifícios não residenciais, em redor dos 2,4%. A federação sublinha ainda que, pela primeira vez desde o ano 2000, a previsa?o aponta para uma evolução maior na construc?a?o residencial nova do que nos trabalhos de reparac?a?o/manutenc?a?o (9,3% e 4,8%, respetivamente), "em linha com o forte crescimento do nu?mero de fogos novos licenciados, mais 39% ate? outubro de 2018, apo?s crescimentos de 38% e 24% em 2016 e 2017, respetivamente”.

Como resultado do aumento esperado para o investimento público, "o segmento da engenharia civil deverá crescer 3% em termos reais em 2019, recuperando parcialmente do abrandamento sofrido em 2018, quando apenas cresceu 2% face ao ano anterior”, pode ler-se no comunicado.

Como podem as empresas tirar partido da dinâmica de crescimento


Para as empresas a operar no setor este é o momento certo para aproveitar a dinâmica de crescimento do mercado. E uma das formas de o fazer é pensar na aplicação de novas estratégias, apoiadas em soluções tecnológicas, que permitam fazer uma gestão controlada por forma a alcançar níveis de rentabilidade sustentáveis. 

Tanto no ramo do imobiliário como na construção civil, que movimentam um volume de capital avultado, a digitalização de processos através da implementação de um software de gestão pode ser decisiva para manter um controlo rigoroso dos vários projetos em mãos, consolidar a performance (do planeamento até ao reporting) e extrair informação sólida de apoio à tomada de decisão estratégica.

No caso específico da construção civil, em que os projetos são longos, complexos, com múltiplos intervenientes e listas extensas de materiais, um software de gestão ajuda a assegurar que não existem derrapagens nos tempos de execução e orçamentos. Além disso, ao centralizar os dados numa única área, torna-se possível aceder à informação através do telemóvel ou tablet e, assim, gerir a obra em tempo real e a partir do terreno, com ganhos significativos na eficiência e produtividade.

Para as empresas à procura de tirar o maior partido do momento atual do mercado, uma solução tecnológica de apoio à gestão pode ser uma boa forma de impulsionar o seu crescimento. Mas também de garantir a estabilidade e solidez necessárias no longo prazo, deixando as empresas igualmente preparadas para enfrentar períodos de retração do mercado.

As empresas mais competitivas do setor usam as soluções de gestão PRIMAVERA e revelam ganhos avultados. Veja o caso da Tecnovia, que deu o seu testemunho ao programa Exame Informática, da SIC Notícias.

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